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    demasias-nos

    De asas demasiado curtas para o voo....


    embuchado | adj.

    Que tem o estômago demasiado cheio....


    exorbitante | adj. 2 g.

    Que sai da órbita; que excede os justos limites....


    folgado | adj.

    Que tem ou tem tido folga, descanso ou pouco trabalho....


    mirabolante | adj. 2 g.

    Que dá excessivamente nas vistas....


    nímio | adj.

    Que existe em demasia....


    prolixo | adj.

    Que usa demasiadas palavras (ex.: autora prolixa)....


    resquiado | adj.

    Medido escassamente, resvés, sem demasia nenhuma, à justa....


    topinho | adj.

    Diz-se da cavalgadura cujo pé tem os quartos e os talões demasiado altos....


    cosido | adj.

    Que foi costurado....


    água-com-açúcar | adj. 2 g. 2 núm.

    Que é simples, ingénuo ou demasiado convencional....


    Para além da medida ou da intensidade considerada normal; em demasia ou em excesso....


    Observação da raposa na fábula de La Fontaine; em português, diz-se: Estão verdes! e aplica-se quando alguém, não podendo alcançar a coisa desejada, se consola manifestando desdém por ela....



    Dúvidas linguísticas


    Na frase por defeito é esta a directoria, gostava de saber se o termo por defeito pode ou não ser utilizado. Fui corrigido por alguém que diz que o termo correcto é por omissão.


    Nota-se hoje alguma tendência para se inutilizar as regras do discurso indirecto. Nos textos jornalísticos sobretudo, hoje quase que ninguém mais respeita os comandos gramáticos regedores do discurso indirecto. Muitos inclusive argumentam tratar-se de normas "ultrapassadas". Daí vermos frequentemente frases do tipo O ministro X prometeu que o seu governo vai/irá cumprir os prazos/irá cumprir, ao invés de ia/iria cumprir, como manda a Gramática conhecida até hoje. De que lado estará então a correcção? Ou seja, as normas do discurso indirecto enunciadas nas diferentes gramáticas ainda valem ou deixaram de valer?